Nos dias atuais continuamos vivenciando a troca de afeto com os animais, seja num olhar, num abano de rabo, numa latida ou miado.
A satisfação em vê-los felizes, alojados, bem tratados com cama e comida, assistência veterinária, banhos e horas de passeio nos trás muita alegria, pois na medida do possível, conseguimos diminuir a tristeza do abandono que muitos deles passaram.
Chegam até nós, magros, famintos, judiados, sujos, numa condição de miséria. Miséria essa causada pelo Homem, o ser vivo capaz de cometer atrocidades com outros sêres vivos.
Temos dado a assistência necessária tentando diminuir o sofrimento e torcendo para eles esquecerem do dia mais infeliz e cruel que foi-lhes imputado; o dia em que foram colocados no veículo de seus proprietários e jogados fora em uma rua ou estrada qualquer sujeitos a todo tipo de acidentes, além das intempéries da natureza (frio, chuva, calor excessivo) onde perambulam, perambulam, são chutados, tocados, etc, etc., passam fome, sede, medo. Vivem momentos tristes, perfeita miséria.
Aliás, essa miséria é o reflexo do ser humano, é a miséria de sentimento, da frieza, da crueldade. É tudo aquilo que aquele homem ou mulher que foram capazes de cometer tal atrocidade têm dentro de seu coração.
A equipe que se dedica nos nossos pontos de adoção trabalha incansavelmente para conquistar um novo lar adequado para eles. Uns conseguem, outros não.
E tudo se torna um círculo vicioso, um enxugar de gelo, porque as pessoas realmente não querem aprender a ter responsabilidade, a cumprir com seu papel de cidadão, a procurar auxílio antes que o problema se avolume . Simplesmente querem se descartar do animal que lhes esta dando trabalho, atrapalhando as suas viagens...
Sempre nos deparamos com as mesmas atitudes, as mesmas conversas, as mesmas irresponsabilidades... além das críticas de pessoas incompetentes que não fazem nada de concreto para ajudar, mas se puderem atrapalhar... puxa, que bom.
É, esse o Homem ou Mulher, ser inteligente, sábio mesmo na maledicência, na maldade, na covardia.
Enquanto isso, continuamos a cumprir a nossa parte, torcendo para que as pessoas consigam agir com mais dignidade.mudando